No último domingo, dia 15 de setembro, foi comemorado o Dia Internacional da Democracia.
A democracia é algo buscado no mundo todo e representa valores comuns a (quase) todo mundo. Independentemente de qualquer coisa, nós queremos ter liberdade, igualdade, transparência, acesso à cidadania e respeito.
Mas o Brasil (e sua democracia inacabada, pode-se dizer) ainda enfrenta muitas questões que impedem de consolidar o acesso à democracia real (sobretudo a nós, mulheres). A Ministra Carmen Lúcia, falou na semana passada que “NÃO HÁ DEMOCRACIA, SEM DEMOCRACIA DE GÊNERO E DE CORES.”
Muitas mulheres ainda recebem salários inferiores aos dos homens que exercem os mesmos trabalhos; Muitas (e todos os dias) são violentadas; Muitas são mães, e únicas provedoras de suas casas… Então, sim! A democracia ainda está bem longe de ser uma realidade para essas brasileiras.
“Quando uma mulher é violentada, assassinada, estuprada, assediada, todas nós, mulheres no mundo, somos. Ninguém corta a cara apenas de uma mulher; corta a de todas as mulheres do mundo.”
“Mulheres de todo o mundo, uni-vos!” A democracia teve progressos, sim. Mas nós ainda temos um caminho extremamente longo pela frente para uma experiência realmente democrática: sem abusos, sem desigualdade salarial, sem discriminação, sem violência.
“Luto”, para nós, é verbo. A luta é constante. E “não mudar” não é uma opção.
Eu hoje represento a cigarra
Que ainda vai cantar
Nesse formigueiro quem tem ouvidos
Vai poder escutar
Meu grito!
Quando nós gritamos juntas, é mais fácil de sermos ouvidas!
Viva a democracia!

