A dor é uma das experiências mais universais e, ao mesmo tempo, fundamentais para a sobrevivência humana. Embora a maioria de nós tente evitá-la a todo custo, ela desempenha um papel essencial no funcionamento do nosso corpo e da nossa mente.
Fisicamente, a dor é uma resposta imediata e instintiva do organismo, alertando-nos para danos potenciais ou reais. Sem essa sensação, correríamos o risco de nos machucar gravemente sem perceber. Por exemplo, ao tocar algo muito quente, a dor nos faz imediatamente retirar a mão, prevenindo uma queimadura mais profunda. Esse sistema de alerta natural nos protege de lesões sérias e, em alguns casos, salva vidas.
Noutro giro, a dor emocional, como o sofrimento após uma perda ou uma grande decepção, também tem uma função adaptativa. Ela nos força a refletir sobre nossas ações, relações e escolhas, muitas vezes nos ajudando a crescer e amadurecer.
Sentir tristeza, ansiedade ou frustração pode ser desconfortável, mas são essas experiências que nos ensinam resiliência e força. Elas nos preparam para enfrentar situações futuras com mais equilíbrio e sabedoria.
Nesse contexto, entendemos que o feminicídio é um crime que envia sinais antes de ser cometido. Ou seja, o feminicídio é a última ação após uma série de violências durante um período.
Sendo assim, no ciclo de violência doméstica, a “dor” é um alerta que pode ajudar a salvar mulheres em situação de violência.
Portanto, por mais desagradável que seja, a dor — seja ela física ou emocional — tem uma função importante em nos proteger, nos alertar e nos preparar para enfrentar desafios e evitar maiores danos. Ela atua como um sistema de defesa essencial para nossa sobrevivência e bem-estar.
A dor nos protege.

